O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) anunciou a criação de um Cartão de Comunicação Visual. O objetivo é desenvolver práticas de atendimento inclusivo, especialmente para pessoas que não conseguem se comunicar por meio da fala.
No Cartão, é possível identificar ícones ilustrativos acompanhados de palavras em português e inglês para dar mais rapidez e eficiência na comunicação em situações de emergência.
Além disso, os socorristas podem fazer perguntas importantes na identificação das vítimas e passar orientações de acordo com o problema enfrentado.
Dividido em temas, o objeto também permite que a vítima relate situações de risco.
Por meio dos símbolos, os indivíduos podem apontar se tem diabetes, alergias ou se fazem uso de alguma substância e até se sofreram agressões.
Outro ponto de destaque é a escala visual de dor, que varia de 0 a 10, baseada na expressão facial da vítima.
O Chefe do Gabinete de Gestão de Projetos do Estado-Maior Geral da corporação, Tenente-Coronel Euler Lucena, lembra que o modelo é uma adaptação…
“É um produto que foi desenvolvido na Inglaterra, adaptado para utilizar no Brasil. Vai estar presente em todas as nossas viaturas, postos de guarda-vidas, dentre outras, outras, outros lugares e vai trazer um benefício muito grande para a comunicação com as pessoas.”
O desenvolvimento de práticas inclusivas é uma tendência seguida desde o ano passado pelo Corpo de Bombeiros do Rio. Euler Lucena afirma que outra ação envolve o aprendizado.
“O Corpo de Bombeiros tem buscado um atendimento cada vez mais inclusivo e humanizado. Né, nesse sentido, o Corpo de Bombeiros começou a fazer uma capacitação básica em Libras para a nossa tropa. É um treinamento contínuo, que espera-se que até o final de 2026 tenhamos mais de 500 militares capacitados nesse básico de Libras.”
O foco das ações é aumentar a eficácia do atendimento de emergência, especialmente em cenários com barreiras linguísticas, deficiência auditiva ou situações em que a vítima esteja impossibilitada de se comunicar verbalmente.
*Sob supervisão de Fábio Cardoso






























