O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a classificação de facções como terroristas pode prejudicar o pix. Durigan adiantou que vai se encontrar esta semana com autoridades americanas para entender a decisão. Ele concedeu uma entrevista à rádio CBN, na manhã desta segunda-feira (1º).
Segundo o ministro, a medida põe em risco todo o trabalho de cooperação entre os países para combater o crime organizado, além de gerar insegurança para os bancos brasileiros.
“Nós não vamos deixar de fazer esforços. Essa semana eu devo entrar em contato com as autoridades nos Estados Unidos para esclarecer o que que está acontecendo, entendeu? Porque o presidente Lula foi o primeiro quem disse que nós temos que aumentar o combate a esse tipo de facção, a esse tipo de organização criminosa. Nós estamos botando em risco isso agora? A troco de quê?”
Além disso, a classificação das facções como terroristas pode afetar bancos brasileiros e a tecnologia de pagamento nacional, prejudicando a população. Isso porque o Tesouro norte-americano pode aplicar sanções de forma unilateral.
“Então imagina o nosso ouvinte que vai fazer um pix de um banco A, um banco privado, para um banco B, um banco público, e aí aparece lá: ‘Não, você não pode fazer pix, você não pode fazer transferência para esse banco porque ele está atualmente sujeito a sanções do Tesouro norte-americano’. E claro que se esse banco B acabar interferindo ou acabar violando essa sanção, ele pode ter consequência no mercado de câmbio. Então ele não pode mais vender dólar, ele não pode mais operar com as empresas que ele fez apoio à exportação para os Estados Unidos”.
O ministro disse que a investigação comercial que os Estados Unidos abriram sobre o pix é de caráter mais político do que técnico.






























