O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor da manutenção da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Nesta quarta-feira (1º), no parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet citou a decisão da Polícia Civil do Distrito Federal que não indiciou Bolsonaro após a apreensão de uma arma de fogo atribuída ao ex-presidente.
Mais cedo, o delegado Thiago Boeing, da Polícia Civil do DF, ressaltou que a arma pertence a Bolsonaro e está legalizada. Além disso, Boeing citou que o ex-presidente não estava proibido de ter o armamento em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar humanitária pela condenação no processo da trama golpista.
Arma deve continuar apreendida
Sobre a pistola apreendida em uma blitz, em Brasília, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que o armamento deve continuar apreendido. Em sua avaliação, “é certo que a condição atual do custodiado é incompatível com a posse de arma de fogo”.
Ao fim do inquérito policial, o delegado Boeing entendeu que Estácio Leite, segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro que estava com a arma no momento da abordagem policial, deve responder pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo o militar, o armamento seria levado para conserto. Posteriormente, a versão foi confirmada pela defesa de Bolsonaro.





























