A Polícia Federal vai abrir inquérito para investigar o incêndio que destruiu laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife. O fogo começou na noite de quarta-feira (7) e não deixou feridos.
A PF informou, nesta quinta-feira (8), que pretende apurar todas as circunstâncias e as causas prováveis. Peritos federais já foram ao campus, e os investigadores conversaram com o reitor e com o comando dos bombeiros.
O prédio abrigava pesquisas de fármacos, genética e informática. Cinco viaturas foram mobilizadas, mas as chamas se espalharam rapidamente.
Em entrevista à imprensa, o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, estimou um prejuízo de R$ 100 milhões, considerando somente os laboratórios do primeiro andar.
“Nós perdemos absolutamente tudo. A infraestrutura, mas também equipamentos, insumos, amostras de pesquisas, freezers. Então, são muitos equipamentos. Não temos ideia do que aconteceu em termos de prejuízo no andar térreo.”
No andar térreo do edifício, ficam dois laboratórios de nível 3 de biossegurança, usados em pesquisas com vírus e bactérias que causam doenças graves.
Segundo Gomes, os grupos de pesquisa dessa área orientavam cerca de 80 dissertações e teses de doutorado, com dados reunidos ao longo de 20 anos. A universidade aguarda a perícia técnica.
O reitor disse ainda que o prédio é antigo, mas que a rede elétrica passava por revisões regulares. Esse foi o terceiro incêndio na UFPE em menos de duas semanas.
Os ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia se colocaram à disposição da universidade para “prestar o apoio necessário”.
A Universidade Católica de Pernambuco afirmou que a perda atinge a ciência no estado e no país. A Universidade Federal Rural do estado também declarou que os prejuízos vão além do patrimônio público, atingindo também a comunidade acadêmica e a produção científica. A Universidade de Pernambuco reafirmou que os prejuízos alcançam toda a sociedade brasileira.





























