Nascida em 15 de agosto de 1923, na comunidade de Alagoas, Maria Milza era a caçula de 12 irmãos e cresceu em um lar de agricultores. Desde jovem, se destacou pela vida de oração, solidariedade e dedicação aos mais pobres.
Mesmo com poucos recursos, dividia o que tinha com quem mais precisava. Trabalhava na casa de farinha da família e oferecia alimentos como beiju e farinha de mandioca a moradores em situação de vulnerabilidade. Caminhava por longas distâncias para visitar doentes e levava consolo espiritual e remédios.
Além disso, alfabetizava crianças da comunidade usando cartilhas católicas, ensinando leitura, escrita e valores cristãos. A casa dela virou ponto de referência para fiéis em busca de orientação e apoio. Seu exemplo de fé e solidariedade se tornou conhecido em toda a região.
Ela faleceu em 17 de dezembro de 1993, mas a devoção popular continua viva. O túmulo de Maria Milza, localizado na capela de Santo Antônio, na comunidade de Alagoas, se transformou em um local de peregrinação para fiéis.
Encontro com Irmã Dulce

Embora tenham se encontrado poucas vezes, há registros que indicam uma relação de respeito e afinidade espiritual entre Maria Milza e Irmã Dulce, a primeira santa brasileira. Em uma das raras imagens registradas entre 19 à 21 de setembro 1990, Milza aparece visitando Irmã Dulce quando ela já estava muito doente e acamada. Ambas partilhavam da mesma espiritualidade baseada no cuidado e na caridade com os pobres, sendo referências de amor ao próximo.
Casa Memorial de Maria Milza

A residência onde Maria Milza morava, conhecida carinhosamente como a Casa de Mãezinha, foi durante sua vida um ponto de acolhimento para doentes, romeiros e pessoas em busca de conselhos e orações. Ali, muitos relatam terem encontrado conforto espiritual e ajuda material.
Segundo a Irmã Claudia Conceição, da Comissão Histórica do Santuário Diocesano da Caridade Nossa Senhora das Graças, com o tempo, a crescente manifestação de fé popular e o reconhecimento da importância de sua história, levaram à transformação da antiga casa no Memorial Maria Milza. O imóvel se tornou um espaço que preserva a memória da antiga moradora, acolhe os devotos e testemunha a força da fé e da gratidão expressas através de objetos e mensagens.


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