Caso Marielle: STF torna réus policiais acusados de vedar investigação

Caso Marielle: STF torna réus policiais acusados de vedar investigação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal tornou, por unanimidade, réus três policiais por envolvimento no assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Os últimos votos foram entregues nesta quinta-feira (21) em Julgamento Virtual.

Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, Giniton Lages e Marco Antônio de Barros Pinto são acusados de obstruir as investigações do assassinato da vereadora e do motorista. Eles teriam agido a mando de Chiquinho e Domingos Brazão, condenados, em fevereiro deste ano, a 76 anos de prisão como mandantes do crime. Rivaldo foi condenado junto com eles a 18 anos de prisão.

Rivaldo Barbosa, nomeado chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro na véspera do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Com a decisão, os três vão responder pelos crimes de associação criminosa e obstrução de justiça. Ainda não há data para o julgamento definitivo.

Segundo a denúncia, Rivaldo assumiu a chefia da Polícia Civil do Rio de Janeiro na véspera das mortes. No dia seguinte ao crime, nomeou Giniton como titular da Delegacia de Homicídios da Capital e o indicou para conduzir as investigações.

Giniton Lages, nomeado por Rivaldo, como titular da Delegacia de Homicídios da capital  para conduzir as investigações do Caso Marielle. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A ordem era impedir que os verdadeiros executores e mandantes fossem descobertos, afirmou a Procuradoria Geral da República. Por isso, Giniton tentou incriminar Marcelo Siciliano e Orlando de Oliveira Araújo, com a anuência de Rivaldo Barbosa e Marco Antônio, que estava lotado da delegacia de homicídios.