Domingo De Caruru: Por Que Setembro é O Mês Em Que Salvador Se Enche Desse Prato?

Se tem uma coisa que o soteropolitano sabe quando setembro chega é que o mês tem gosto de caruru. De casas a restaurantes, o prato aparece nas mesas acompanhado de vatapá, feijão-fradinho, arroz, farofa, xinxim de galinha, acarajé e abará. Mas por que justamente setembro?

A resposta está em uma das tradições religiosas mais marcantes da Bahia. O mês é dedicado às celebrações de São Cosme e São Damião, no catolicismo, e aos Ibejis, nas religiões de matriz africana. Na tradição católica, a data é celebrada em 26 de setembro; já a celebração popular e de matriz africana acontece no dia 27.

É nesse encontro de tradições que surge o chamado caruru de sete meninos. Nas religiões de matriz africana, o caruru é uma oferenda aos Ibejis, divindades gêmeas associadas às crianças. Em algumas celebrações, sete meninos de até sete anos são convidados a comer primeiro, antes dos demais participantes.

A tradição atravessou gerações e se espalhou para além dos terreiros e das famílias religiosas. Em Salvador, setembro virou sinônimo de caruru, com festas públicas, celebrações comunitárias e restaurantes que incorporam o prato aos cardápios durante o mês. A própria Festa do Caruru de São Cosme e São Damião foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia em 2024.

O caruru também é uma forma de reunir pessoas. A tradição está associada a ideias de fartura, prosperidade, renovação e acolhimento, e, em muitas casas, o preparo envolve toda a família e a comunidade.

Por isso, quando setembro chega a Salvador, o caruru deixa de ser apenas uma receita e vira parte da paisagem da cidade. E neste domingo (27), dia tradicional das celebrações de Cosme e Damião, as mesas baianas ganham mais uma vez o prato que mistura comida, fé, memória e ancestralidade.

Se tem uma coisa que o soteropolitano sabe quando setembro chega é que o mês tem gosto de caruru. De casas a restaurantes, o prato aparece nas mesas acompanhado de vatapá, feijão-fradinho, arroz, farofa, xinxim de galinha, acarajé e abará. Mas por que justamente setembro?

A resposta está em uma das tradições religiosas mais marcantes da Bahia. O mês é dedicado às celebrações de São Cosme e São Damião, no catolicismo, e aos Ibejis, nas religiões de matriz africana. Na tradição católica, a data é celebrada em 26 de setembro; já a celebração popular e de matriz africana acontece no dia 27.

É nesse encontro de tradições que surge o chamado caruru de sete meninos. Nas religiões de matriz africana, o caruru é uma oferenda aos Ibejis, divindades gêmeas associadas às crianças. Em algumas celebrações, sete meninos de até sete anos são convidados a comer primeiro, antes dos demais participantes.

A tradição atravessou gerações e se espalhou para além dos terreiros e das famílias religiosas. Em Salvador, setembro virou sinônimo de caruru, com festas públicas, celebrações comunitárias e restaurantes que incorporam o prato aos cardápios durante o mês. A própria Festa do Caruru de São Cosme e São Damião foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Bahia em 2024.

O caruru também é uma forma de reunir pessoas. A tradição está associada a ideias de fartura, prosperidade, renovação e acolhimento, e, em muitas casas, o preparo envolve toda a família e a comunidade.

Por isso, quando setembro chega a Salvador, o caruru deixa de ser apenas uma receita e vira parte da paisagem da cidade. E neste domingo (27), dia tradicional das celebrações de Cosme e Damião, as mesas baianas ganham mais uma vez o prato que mistura comida, fé, memória e ancestralidade.

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