Extrema-direita da Alemanha tenta apoio para montar governo

Extrema-direita da Alemanha tenta apoio para montar governo

Após vencer a eleição regional, o partido “Alternativa para a Alemanha”, de extrema-direita, pediu apoio nesta segunda-feira (7) para o bloco conservador na tentativa de governar, pela primeira vez, um Estado.

O partido ficou na frente na votação desse final de semana e a extrema-direita pode assumir o poder, pela primeira vez, desde o final da Segunda Guerra Mundial. No sistema parlamentarista alemão, é necessário garantir a maioria das cadeiras no legislativo.

Como o partido não alcançou maioria absoluta na Saxônia-Anhalt, um dos Estados mais pobres da antiga parte comunista, agora as lideranças tentam atrair os conservadores para viabilizar o governo.

Extrema-direita

O partido anti-imigração e favorável à Rússia conquistou cerca de 44% dos votos, mais que o dobro da última eleição estadual, em 2021. Entre as propostas vencedoras estão a deportação de imigrantes, o fim do apoio à Ucrânia e o abandono da moeda Euro.

O programa do partido inclui planos para orientar escolas e instituições culturais em direção ao que considera valores mais tradicionais. O partido quer que os filhos de refugiados sejam ensinados em turmas separadas

O “Alternativa para a Alemanha” também pediu que as bandeiras arco-íris sejam proibidas nas escolas e que a bandeira nacional seja hasteada todos os dias. Outras propostas incluem patrulhas de cidadãos e a suspensão de novos parques eólicos.

Cautela histórica

Historicamente, os principais partidos alemães têm evitado colaborar com o partido de extrema-direita.

A vitória política do “Alternativa para a Alemanha” também trouxe preocupações na França e na Polônia. Os serviços de inteligência classificam o partido como “extremista”.

Ainda segundo a Reuters, o “Alternativa para a Alemanha” rejeita essas acusações e as considera “alarmismo”.

O partido de extrema-direita é considerado hoje, um dos mais populares do país, com 28% das intenções de voto, segundo pesquisa do Instituto para Novas Respostas Sociais.