MP-BA Cobra Prefeitura Após Salvador Enterrar 892 Mil Toneladas De Resíduos Sem Coleta Seletiva

Salvador enterrou mais de 892 mil toneladas de resíduos domiciliares no aterro sanitário da cidade em 2025 sem a realização da coleta seletiva. Os dados são da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) e foram analisados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) durante um inquérito civil que apura a prestação dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos na capital baiana.

Segundo a apuração, conduzida pela promotora de Justiça Cristina Seixas Graça, a Limpurb teria firmado contratos que previam serviços de triagem e segregação de materiais recicláveis. No entanto, esse componente não chegou a ser ativado, sob a justificativa de ausência de autorização e restrições orçamentárias.

O MP-BA também identificou 16 cooperativas de catadores cadastradas em Salvador que não foram contratadas ou habilitadas para atuar formalmente na coleta pública remunerada. O levantamento apontou ainda um déficit na prestação do serviço em áreas de encosta, becos, vielas e nas ilhas de Salvador, regiões que, segundo o órgão, exigem soluções específicas.

A recomendação destaca que a situação também pode contribuir para a exclusão social dos trabalhadores da reciclagem, diante da falta de integração das cooperativas ao sistema formal de coleta seletiva do município.

Além disso, o Ministério Público avaliou que iniciativas isoladas e projetos-piloto, como o Recicla Capital e o RODA, não substituem a obrigação do poder público de oferecer um serviço de coleta seletiva diário, regular e universalizado.

O documento também aponta problemas relacionados à logística reversa de embalagens, como vidro e plástico. De acordo com a Promotoria, fabricantes e distribuidores têm obrigações legais relacionadas ao recolhimento desses materiais.

Para o MP-BA, a ausência de fiscalização adequada pelo município pode fazer com que os custos relacionados ao recolhimento e à destinação desses resíduos sejam transferidos indevidamente para os cofres públicos.

Diante do que classificou como “omissão administrativa continuada quanto a deveres legais e metas já incorporadas ao planejamento municipal”, o MP-BA recomendou uma série de medidas à Prefeitura de Salvador.

O prefeito Bruno Reis e os secretários envolvidos terão prazo de 15 dias úteis para informar se irão acatar a recomendação e apresentar justificativas sobre os contratos da Limpurb que permanecem paralisados.

Em até 30 dias, a gestão deverá publicar o cadastro georreferenciado das áreas com déficit de coleta, apresentar um diagnóstico dos catadores e aprovar o Plano Operacional de Coleta Seletiva.

Já o prazo estabelecido para o início efetivo da expansão territorial da coleta seletiva porta a porta na capital é de 150 dias.

A recomendação faz parte do inquérito civil conduzido pelo MP-BA para apurar a situação da limpeza urbana, da coleta seletiva e do manejo de resíduos.

Salvador enterrou mais de 892 mil toneladas de resíduos domiciliares no aterro sanitário da cidade em 2025 sem a realização da coleta seletiva. Os dados são da Empresa de Limpeza Urbana de Salvador (Limpurb) e foram analisados pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) durante um inquérito civil que apura a prestação dos serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos na capital baiana.

Segundo a apuração, conduzida pela promotora de Justiça Cristina Seixas Graça, a Limpurb teria firmado contratos que previam serviços de triagem e segregação de materiais recicláveis. No entanto, esse componente não chegou a ser ativado, sob a justificativa de ausência de autorização e restrições orçamentárias.

O MP-BA também identificou 16 cooperativas de catadores cadastradas em Salvador que não foram contratadas ou habilitadas para atuar formalmente na coleta pública remunerada. O levantamento apontou ainda um déficit na prestação do serviço em áreas de encosta, becos, vielas e nas ilhas de Salvador, regiões que, segundo o órgão, exigem soluções específicas.

A recomendação destaca que a situação também pode contribuir para a exclusão social dos trabalhadores da reciclagem, diante da falta de integração das cooperativas ao sistema formal de coleta seletiva do município.

Além disso, o Ministério Público avaliou que iniciativas isoladas e projetos-piloto, como o Recicla Capital e o RODA, não substituem a obrigação do poder público de oferecer um serviço de coleta seletiva diário, regular e universalizado.

O documento também aponta problemas relacionados à logística reversa de embalagens, como vidro e plástico. De acordo com a Promotoria, fabricantes e distribuidores têm obrigações legais relacionadas ao recolhimento desses materiais.

Para o MP-BA, a ausência de fiscalização adequada pelo município pode fazer com que os custos relacionados ao recolhimento e à destinação desses resíduos sejam transferidos indevidamente para os cofres públicos.

Diante do que classificou como “omissão administrativa continuada quanto a deveres legais e metas já incorporadas ao planejamento municipal”, o MP-BA recomendou uma série de medidas à Prefeitura de Salvador.

O prefeito Bruno Reis e os secretários envolvidos terão prazo de 15 dias úteis para informar se irão acatar a recomendação e apresentar justificativas sobre os contratos da Limpurb que permanecem paralisados.

Em até 30 dias, a gestão deverá publicar o cadastro georreferenciado das áreas com déficit de coleta, apresentar um diagnóstico dos catadores e aprovar o Plano Operacional de Coleta Seletiva.

Já o prazo estabelecido para o início efetivo da expansão territorial da coleta seletiva porta a porta na capital é de 150 dias.

A recomendação faz parte do inquérito civil conduzido pelo MP-BA para apurar a situação da limpeza urbana, da coleta seletiva e do manejo de resíduos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.