Lideranças femininas do Brasil e de outros países estão reunidas a partir desta sexta-feira em Salvador, na Bahia, para debater questões raciais, de equidade de gênero, a valorização dos territórios e o fortalecimento das redes de mulheres negras.
É que acontece até domingo a décima edição do Encontro Internacional de Mulheres Negras Urbanas e Quilombolas, que tem como tema ‘Refletindo lutas e conquistas de uma década’.
Na programação, estão previstas rodas de conversa, oficinas, palestras, atividades culturais, momentos de partilha e espiritualidade, tendo à frente lideranças comunitárias, ativistas e pesquisadoras do Brasil e de Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe.
As participantes vão discutir temas como equidade racial, combate ao racismo estrutural, defesa dos territórios e ampliação de políticas públicas.
O encontro conta com representantes dos quilombos Tijuco, Palmares, Jequitibá, Flores, Mulungu, Serra Grande, Rocinha, Nuguaçu, Barriguda e Corcovado, localizados em diferentes estados do país.
Neste sábado, 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha e Dia Nacional de Tereza de Benguela, as participantes do encontro se unem a milhares de mulheres na Marcha das Mulheres Negras da Bahia, que integra a programação da décima quarta edição do Julho das Pretas.
A concentração é a partir das 8h, na Praça da Piedade, de onde as participantes seguirão em caminhada até o Terreiro de Jesus, no Centro Histórico.
No encerramento do evento, no domingo, está prevista a apresentação da Carta Compromisso, um documento que simboliza os encaminhamentos de estratégias para os próximos anos, construídos coletivamente ao longo do encontro por mulheres negras do Brasil, da África e da diáspora.
Toda a programação será realizada na Associação Protetora dos Desvalidos e na Praça Tereza Batista, que ficam no Pelourinho, além do Hotel Rio Classic, na Pituba.
Nesta edição do encontro, em Salvador, a coordenação é da Associação Protetora dos Desvalidos.
A instituição, fundada em 1832 na Bahia como Sociedade Protetora dos Desvalidos por Manoel Victor Serra, é a mais antiga associação negra regulamentada em funcionamento no Brasil.
Nascida em um período de escravização, sua criação foi um ato revolucionário de homens negros livres, libertos e escravizados, que se uniram em um pacto de solidariedade e resistência.





























