A Polícia Militar de São Paulo oficializou, nessa terça-feira (9), a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso preventivamente sob acusação de matar a esposa, a policial militar Gisele Alves. A publicação, no Diário Oficial do Estado de São Paulo, formaliza a transferência do suspeito para a reserva da PM de São Paulo, o que equivale à aposentadoria. A medida já havia sido anunciada pela Polícia Militar em 2 de abril.
O tenente-coronel está preso preventivamente desde 18 de março, acusado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e por fraude processual. O despacho foi assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior.
Com o decreto de aposentadoria, os pagamentos não são mais feitos pela corporação, e passam a ser realizados pela SPPrev, que gerencia aposentadorias e pensões de servidores públicos civis e militares do Estado de São Paulo.
Em nota, a SPPrev informou que passou a fazer os pagamentos ao tenente-coronel acusado de feminicídio neste mês de junho. Segundo a Polícia Militar, uma eventual perda do posto, da patente e da remuneração de Geraldo Neto podem ocorrer somente após a decisão definitiva da Justiça Militar de São Paulo.
O advogado Miguel José da Silva Junior, que defende a família da soldado Gisele, já havia se manifestado nas redes sociais em abril, quando a PM havia anunciado a aposentadoria de Geraldo Neto.
“Essa aposentadoria não vai barrar o Conselho de Justificação, que vai demiti-lo. Nós temos convicção disso. Por outro lado, não é justo esse cidadão, que cometeu um crime tão bárbaro, continuar recebendo valores às custas da população, inclusive dos pais da Gisele, que pagam seus tributos”, disse à época.
O Conselho de Justificação foi instaurado em 31 de março e segue em tramitação de forma independente do processo criminal.
Em nota, a Polícia Militar afirma que a Corregedoria da instituição concluiu o Inquérito Policial Militar e encaminhou o procedimento à justiça. A publicação informa que a Polícia Civil também concluiu o inquérito policial, que foi remetido ao Poder Judiciário.





























