Por Melissa Carlos*
O sentimento de abandono é reforçado por quem enfrenta a realidade da via diariamente, como o morador Vilton José: “Moro aqui no bairro Papagaio e tenho que acessar diariamente a Estrada do Francês, que inclusive mudaram o nome e nada foi perguntado à comunidade. Eu moro aqui desde 2019 e meu carro já quebrou várias vezes; todo ano tenho que fazer várias manutenções no veículo em decorrência da buraqueira e nada foi feito. Pago meu IPTU todo ano em dia, pago meu IPVA todo ano em dia e, mesmo assim, não tenho retorno nenhum do município de Feira de Santana”.
Avenida Antônio Carlos Sampaio Marques (antiga estrada do francês)
O cenário das ruas é agravado com as chuvas, que transformam vias em verdadeiros rios. Nas redes sociais, a situação é convertida em humor: em fevereiro, um morador gravou um vídeo comparando o bairro a um imenso “lava-jato” a céu aberto. Um morador da Avenida Antônio Carlos Sampaio Marques, que preferiu não se identificar, disse que: “todas as ruas do Papagaio são assim (…) A metade é calçada e a outra é barro”.
Na Rua Rubens Francisco Dias, a pista também sofre com alagamentos. Daniela de Freitas, que mora no local, denunciou promessas da prefeitura de asfaltamento e alargamento da via: “Só teve tapa-buraco, asfalto ‘sonrrisal’, daquele tipo que, se chover, desmancha tudo, né? Na última vez que choveu, alagou tudo. Está sendo muito complicado, muitos transtornos”.
Em certo dia, em 2025, Daniela foi obrigada a trafegar em marcha lenta para preservar o veículo em uma via destruída. Naquele momento, foi abordada por criminosos armados. “Eu fui assaltada por causa dos buracos daquele lugar. E fiquei sem meu bem e ainda fui assaltada com arma na cabeça e tudo… Fiquei supertraumatizada, toda vez que eu passo na rua, eu me lembro”, desabafou.
Apesar das reivindicações em diversas localizações do bairro, a principal denúncia gira em torno da falta de drenagem na Avenida Antônio Carlos Sampaio Marques. “A prefeitura anunciou que estava fazendo a drenagem e, como vocês podem ver, todas as ruas estão quebradas há meses e não foi solucionada nada de drenagem. Segue tudo parado e nem sinal das máquinas para resolver”, disse o morador em anonimato.
Outro morador da mesma via, síndico do condomínio Parque Ipê Amarelo, acrescentou: “A situação está crítica, via totalmente irregular. A prefeitura, quando tapa os buracos, não regulariza o local. Quando chove, alaga toda a avenida”. Joelmo adicionou, ainda, que não há pontos de ônibus na região e que, quando chove, não há onde ficar protegido.
Rua em frente ao condomínio Ipê Amarelo
Com apenas duas linhas de ônibus circulando superlotadas, o bairro sequer dispõe de abrigos para os passageiros. De acordo com o residente anônimo, foram feitos pedidos formais para a instalação de um ponto de ônibus em frente aos condomínios Parque Ipê Roxo e Amarelo há mais de dois anos. Sem cobertura, a comunidade aguarda o transporte desprotegida e na escuridão, provocada por postes sem lâmpadas, conforme a denúncia.
Por Melissa Carlos*
O sentimento de abandono é reforçado por quem enfrenta a realidade da via diariamente, como o morador Vilton José: “Moro aqui no bairro Papagaio e tenho que acessar diariamente a Estrada do Francês, que inclusive mudaram o nome e nada foi perguntado à comunidade. Eu moro aqui desde 2019 e meu carro já quebrou várias vezes; todo ano tenho que fazer várias manutenções no veículo em decorrência da buraqueira e nada foi feito. Pago meu IPTU todo ano em dia, pago meu IPVA todo ano em dia e, mesmo assim, não tenho retorno nenhum do município de Feira de Santana”.
Avenida Antônio Carlos Sampaio Marques (antiga estrada do francês)
O cenário das ruas é agravado com as chuvas, que transformam vias em verdadeiros rios. Nas redes sociais, a situação é convertida em humor: em fevereiro, um morador gravou um vídeo comparando o bairro a um imenso “lava-jato” a céu aberto. Um morador da Avenida Antônio Carlos Sampaio Marques, que preferiu não se identificar, disse que: “todas as ruas do Papagaio são assim (…) A metade é calçada e a outra é barro”.
Na Rua Rubens Francisco Dias, a pista também sofre com alagamentos. Daniela de Freitas, que mora no local, denunciou promessas da prefeitura de asfaltamento e alargamento da via: “Só teve tapa-buraco, asfalto ‘sonrrisal’, daquele tipo que, se chover, desmancha tudo, né? Na última vez que choveu, alagou tudo. Está sendo muito complicado, muitos transtornos”.
Em certo dia, em 2025, Daniela foi obrigada a trafegar em marcha lenta para preservar o veículo em uma via destruída. Naquele momento, foi abordada por criminosos armados. “Eu fui assaltada por causa dos buracos daquele lugar. E fiquei sem meu bem e ainda fui assaltada com arma na cabeça e tudo… Fiquei supertraumatizada, toda vez que eu passo na rua, eu me lembro”, desabafou.
Apesar das reivindicações em diversas localizações do bairro, a principal denúncia gira em torno da falta de drenagem na Avenida Antônio Carlos Sampaio Marques. “A prefeitura anunciou que estava fazendo a drenagem e, como vocês podem ver, todas as ruas estão quebradas há meses e não foi solucionada nada de drenagem. Segue tudo parado e nem sinal das máquinas para resolver”, disse o morador em anonimato.
Outro morador da mesma via, síndico do condomínio Parque Ipê Amarelo, acrescentou: “A situação está crítica, via totalmente irregular. A prefeitura, quando tapa os buracos, não regulariza o local. Quando chove, alaga toda a avenida”. Joelmo adicionou, ainda, que não há pontos de ônibus na região e que, quando chove, não há onde ficar protegido.
Rua em frente ao condomínio Ipê Amarelo
Com apenas duas linhas de ônibus circulando superlotadas, o bairro sequer dispõe de abrigos para os passageiros. De acordo com o residente anônimo, foram feitos pedidos formais para a instalação de um ponto de ônibus em frente aos condomínios Parque Ipê Roxo e Amarelo há mais de dois anos. Sem cobertura, a comunidade aguarda o transporte desprotegida e na escuridão, provocada por postes sem lâmpadas, conforme a denúncia.





























