Ela está nas farmácias, nas lojas online e cada vez mais presente nas redes sociais. A melatonina, conhecida como o hormônio do sono, vem ganhando versões em goma, fita, filme e gotas, muitas vezes anunciadas como uma forma rápida de acabar com a insônia. Mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, faz um alerta: nem todos esses produtos têm segurança e eficácia comprovadas.
A melatonina é produzida naturalmente pelo nosso organismo, principalmente no cérebro. Ao anoitecer, o corpo aumenta a produção desse hormônio, sinalizando que é hora de desacelerar e descansar. A substância também está presente, em pequenas quantidades, em alimentos como morango, cereja, banana, tomate, leite e derivados.
No Brasil, a venda da melatonina como suplemento alimentar é autorizada desde 2021, mas com regras bem definidas. O consumo é permitido apenas para adultos a partir de 19 anos e limitado a 0,21 miligrama por dia, quantidade considerada próxima à produzida naturalmente pelo organismo.
Os rótulos também devem informar que o produto não é indicado para gestantes, mulheres que estejam amamentando, crianças e pessoas que exercem atividades que exigem atenção constante, como dirigir veículos ou operar máquinas.
Outro ponto importante é que não existem evidências de que a dose autorizada pela Anvisa tenha efeito direto na melhoria do sono. Para fazer esse tipo de promessa, as empresas precisam apresentar estudos científicos que comprovem o benefício.
A agência também chama atenção para produtos sublinguais, como fitas, filmes e gotas aplicadas sob a língua. Essas formas de consumo não passaram por avaliação específica de segurança, qualidade e eficácia.
Se a dificuldade para dormir persistir por duas semanas ou mais, o melhor caminho é procurar orientação médica.




























