Comida Acessível: Restaurantes Populares Servem 900 Mil Refeições Por Ano Em Salvador

Por Julia Lima 

Para quem entra em uma das unidades dos Restaurantes Populares Vida Nova, a refeição pode significar coisas diferentes. Pode ser a economia de um valor que é direcionado a uma outra necessidade, a oportunidade de comer de uma maneira mais saudável ou até mesmo garantir o que comer no dia. 

Aos 78 anos, Rosalia Souza, avó e aposentada, mora sozinha, mas, como ajuda a família, incorporar o Restaurante Popular à rotina teve impacto direto em sua vida. Para ela, o valor da refeição vai além de matar a fome: o acesso a uma comida de graça ajuda a economizar dinheiro para outras necessidades de casa. “Economizou muito meu dinheiro. Eu sou aposentada pelo LOAS, mas melhorou porque eu tenho neto, não mora comigo, mas eu ajudo e agora posso ajudar ainda mais com a alimentação daqui”, disse. 

Já para Miriam de Jesus, de 50 anos, as refeições se tornaram uma alternativa para garantir alimentação mais saudável e que agrade às crianças da casa. “Às vezes a gente não acha isso em casa, uma sobremesa, uma salada, um suco, e aqui a gente tem”, afirmou. 

Cristina Batista, 40 anos, que trabalha como gari em Novo Horizonte, faz as refeições em uma das unidades do restaurante. O deslocamento que faria para ir em casa almoçar e voltar ao trabalho ganhou outro caminho com a chegada do restaurante ao bairro. 

Hoje, ela já conhece a rotina do restaurante e, além de ser uma frequentadora recorrente, conta que costuma chegar ao local já sabendo o que vai pedir e como será recebida pelos funcionários. “Sempre que eu venho, eles são muito dedicados e atenciosos com a gente. Eu já venho sabendo o que vou comer; eles deixam ali fora o cardápio do que tem, então eu já venho sabendo o que eu vou pedir”, contou.

As histórias de Dona Rosalia, Cristina e Miriam ajudam a explicar que o que vai no prato está além de alimentação e economia, e, para muitas pessoas, é uma ajuda importante. 

O que é o Restaurante Popular?

Em Salvador, os Restaurantes Populares Vida Nova fazem parte da política de segurança alimentar do município e foram criados para ampliar o acesso a refeições de qualidade, principalmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

Coordenado pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), o serviço foi se expandindo pela cidade e hoje atende moradores em diferentes regiões, como Sussuarana, São Tomé de Paripe, Pau da Lima, Águas Claras, Periperi, Fazenda Coutos, Vila Verde, São Cristóvão, Mares, Pernambués e Valéria.

Contudo, a proposta não se limita ao fornecimento das refeições. A ideia é que, a partir da identificação das necessidades dos frequentadores, também sejam realizados encaminhamentos para outros serviços da rede de assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), para que sejam oferecidas oportunidades de qualificação profissional. 

Ainda segundo o secretário, as unidades distribuem, juntas, aproximadamente 4.400 refeições diariamente, o que representa um volume de aproximadamente 900 mil refeições ao ano. “Hoje são 4.400 pessoas que têm garantia de ter o seu alimento. Fornecendo durante o ano em torno de 900 mil refeições”, destacou.

Para a manutenção do serviço, é desembolsado anualmente pelo município um valor de R$ 12 milhões para despesas que incluem aluguel das estruturas, energia, funcionários e compra de matéria-prima utilizada na preparação das refeições.

 

Por Julia Lima 

Para quem entra em uma das unidades dos Restaurantes Populares Vida Nova, a refeição pode significar coisas diferentes. Pode ser a economia de um valor que é direcionado a uma outra necessidade, a oportunidade de comer de uma maneira mais saudável ou até mesmo garantir o que comer no dia. 

Aos 78 anos, Rosalia Souza, avó e aposentada, mora sozinha, mas, como ajuda a família, incorporar o Restaurante Popular à rotina teve impacto direto em sua vida. Para ela, o valor da refeição vai além de matar a fome: o acesso a uma comida de graça ajuda a economizar dinheiro para outras necessidades de casa. “Economizou muito meu dinheiro. Eu sou aposentada pelo LOAS, mas melhorou porque eu tenho neto, não mora comigo, mas eu ajudo e agora posso ajudar ainda mais com a alimentação daqui”, disse. 

Já para Miriam de Jesus, de 50 anos, as refeições se tornaram uma alternativa para garantir alimentação mais saudável e que agrade às crianças da casa. “Às vezes a gente não acha isso em casa, uma sobremesa, uma salada, um suco, e aqui a gente tem”, afirmou. 

Cristina Batista, 40 anos, que trabalha como gari em Novo Horizonte, faz as refeições em uma das unidades do restaurante. O deslocamento que faria para ir em casa almoçar e voltar ao trabalho ganhou outro caminho com a chegada do restaurante ao bairro. 

Hoje, ela já conhece a rotina do restaurante e, além de ser uma frequentadora recorrente, conta que costuma chegar ao local já sabendo o que vai pedir e como será recebida pelos funcionários. “Sempre que eu venho, eles são muito dedicados e atenciosos com a gente. Eu já venho sabendo o que vou comer; eles deixam ali fora o cardápio do que tem, então eu já venho sabendo o que eu vou pedir”, contou.

As histórias de Dona Rosalia, Cristina e Miriam ajudam a explicar que o que vai no prato está além de alimentação e economia, e, para muitas pessoas, é uma ajuda importante. 

O que é o Restaurante Popular?

Em Salvador, os Restaurantes Populares Vida Nova fazem parte da política de segurança alimentar do município e foram criados para ampliar o acesso a refeições de qualidade, principalmente entre pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

Coordenado pela Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), o serviço foi se expandindo pela cidade e hoje atende moradores em diferentes regiões, como Sussuarana, São Tomé de Paripe, Pau da Lima, Águas Claras, Periperi, Fazenda Coutos, Vila Verde, São Cristóvão, Mares, Pernambués e Valéria.

Contudo, a proposta não se limita ao fornecimento das refeições. A ideia é que, a partir da identificação das necessidades dos frequentadores, também sejam realizados encaminhamentos para outros serviços da rede de assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), para que sejam oferecidas oportunidades de qualificação profissional. 

Ainda segundo o secretário, as unidades distribuem, juntas, aproximadamente 4.400 refeições diariamente, o que representa um volume de aproximadamente 900 mil refeições ao ano. “Hoje são 4.400 pessoas que têm garantia de ter o seu alimento. Fornecendo durante o ano em torno de 900 mil refeições”, destacou.

Para a manutenção do serviço, é desembolsado anualmente pelo município um valor de R$ 12 milhões para despesas que incluem aluguel das estruturas, energia, funcionários e compra de matéria-prima utilizada na preparação das refeições.

 

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